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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Entardecer


O mistério do entardecer no verão recifense
ilumina o Capibaribe e reflete a alma:
Pernambuco.

O mistério do entardecer no verão recifense
anuncia o som dos clarins de Momo:
Passo e frevo.

O mistério do entardecer no verão recifense
sugere águas mornas e areias quentes:
Azul do mar.

O mistério do entardecer no verão recifense
reacende o calor das mulheres que brincam de sedução:
Vontades ardentes.


Do livro: O Recife & Outros Poemas
Robson Sampaio
Poeta, Jornalista, Colunista de Folha de Pernambuco

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cinco Coisas



Quero apenas cinco coisas: Primeiro, é o amor sem fim. A segunda, é ver o Outono. A terceira, é o grave Inverno. Em quarto lugar, é o verão. A quinta coisa são os teus olhos; Não quero ser sem que me olhes. Abro mão da Primavera para que continues me olhando...
(Pablo Neruda)

Quanto amor eu guardei

É, só eu sei quanto amor eu guardei, sem saber que era só pra você. É, só tinha de ser com você, havia de ser pra você. Senão, era mais uma dor; senão, não seria o amor. Aquele que o mundo não vê, o amor que chegou para dar o que ninguém deu pra você. O amor que chegou para dar o que ninguém deu pra você. É, você que é feito de azul, me deixa morar neste azul, me deixa encontrar minha paz, você que é bonita de mais. Se ao menos pudesse saber que eu sempre fui só de você e você sempre foi só de mim. Que eu sempre fui só de você, você sempre foi só de mim.

Tom Jobim